Chip físico ou eSIM: a conta de 12 meses que quase ninguém faz

Roami Team
2. November 2026
21 min de leitura
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A Roami oferece planos de eSIM confiáveis, atendendo mais de 1 milhão de viajantes por ano, e suporta troca automática de rede local para ajudar os viajantes a ficarem conectados no mundo todo.

eSIM ou chip físico: qual sai mais barato em 12 meses

A pergunta chega quase sempre do mesmo jeito: vale a pena sair do chip e ir para o eSIM, ou é só moda de celular novo? A resposta curta é que o eSIM custa menos em 12 meses para quem troca de aparelho com pouca frequência e viaja pelo menos duas vezes por ano — e custa mais para quem troca de celular todo ano ou mora em cidade onde o sinal da operadora já é ruim.

O problema é que a conta que aparece na busca do Google está errada. Ela compara o preço de um chip de R$ 10 com o preço de um QR Code de R$ 149,97, e conclui que o eSIM é caro. Só que a migração oficial nas três operadoras brasileiras é gratuita: Vivo pelo app Meu Vivo ou WhatsApp, TIM pelo Portal Troca Chip, Claro pelo Minha Claro. O QR Code de R$ 149,97 é de revendedor, não de operadora.

Este texto faz a conta de 12 e de 24 meses com cinco linhas de custo, mostra onde o eSIM realmente pesa (trocar de celular) e lista as quatro situações em que o chip continua ganhando. Todos os valores foram conferidos em outubro de 2026 e mudam com frequência — confirme no canal oficial antes de decidir.

Em 12 meses, qual sai mais barato: chip ou eSIM?

Para o perfil mais comum — uma linha pré-paga, um celular que fica dois anos com você, duas viagens ao exterior por ano — o eSIM sai R$ 240 a R$ 380 mais barato no primeiro ano. A diferença não vem do chip em si, que custa quase nada. Vem de três lugares:

  1. Segunda via. Quem perde o celular ou troca de aparelho precisa de uma segunda via. Chip físico: R$ 10 a R$ 40 mais deslocamento até a loja. eSIM: gratuita, pelo app, em minutos.
  2. Roaming. Com chip físico, a saída natural é contratar o pacote de roaming da operadora ou comprar um chip local no aeroporto. Com eSIM, você instala um plano de dados internacional antes de embarcar.
  3. Tempo. Cada ida à loja custa meia manhã. Três idas por ano já são mais caro em hora perdida do que qualquer diferença de tarifa.

Se o seu caso for outro — troca de celular todo ano, pré-pago de R$ 20 que você recarrega uma vez por mês, nenhuma viagem — o chip ganha por pouco, e a seção sobre quando o chip ainda vence explica por quê.

A conta tem 5 linhas, não 2

Comparar “chip grátis” com “QR Code de R$ 149” é comparar a coisa errada. O custo de ter uma linha no celular se divide em cinco linhas, e só duas delas mudam entre chip e eSIM:

Linha de custo Chip físico eSIM Muda?
Aquisição da linha Grátis na maioria dos planos Grátis na maioria dos planos Não
Migração chip → eSIM — R$ 0 nas três operadoras Só para eSIM
Segunda via (perda, roubo, troca de aparelho) R$ 10 a R$ 40 + deslocamento R$ 0 pelo app Sim
Roaming no exterior R$ 20 a R$ 60 por dia de pacote US$ 5 a US$ 15 por viagem Sim
Recarga mensal Igual Igual Não

As duas linhas que não mudam são justamente as que todo mundo compara. As duas que mudam são as que decidem — e uma delas só aparece quando dá problema.

Migração custa R$ 0 nas três operadoras: onde está a pegadinha

A troca de chip físico por eSIM é gratuita na Vivo, na TIM e na Claro. O caminho é outro, e é nele que o tempo vai embora:

Operadora Canal gratuito O que trava
Vivo App Meu Vivo, WhatsApp da operadora ou loja O QR Code gerado vale 30 dias para a primeira ativação. Passou disso, pede outro
TIM Portal Troca Chip, pelo navegador do próprio celular Alguns planos exigem ligação para 1056 ou ida à loja na primeira ativação
Claro App Minha Claro ou loja física Parte dos planos e das compras só libera o eSIM em loja

A pegadinha não é dinheiro, é sequência. Quem apaga o chip físico antes de testar chamada, SMS e dados no eSIM fica sem linha e sem como pedir ajuda — porque o número que receberia o código de verificação era justamente o que foi apagado. A regra é simples: instale o eSIM, teste tudo, e só depois remova o chip.

O passo a passo de cada operadora, com o que fazer quando o QR expira ou o celular não lê o código, está em chip físico em eSIM sem perder o número.

Por que existe QR Code de eSIM a R$ 149,97 no Google

Este é o ponto onde a maioria das pessoas erra a conta. Pesquise “esim barato” e você vai encontrar lojas vendendo “eSIM Vivo pré-pago com QR Code” por R$ 69,75, R$ 97,90, R$ 149,97 e até R$ 220,90. Parece o preço do eSIM. Não é.

Essas lojas vendem três coisas diferentes, e nenhuma delas é a taxa de migração:

  • Uma linha pré-paga nova, já ativada, com número e crédito. Você paga o chip + a primeira recarga + o serviço de ativação.
  • Uma segunda via de linha existente. A operadora cobra pouco ou nada; a loja cobra pelo acesso e pela conveniência.
  • Um número virtual para WhatsApp, que não é linha de operadora nenhuma e tem regras próprias.

Nada disso é golpe necessariamente — é conveniência cobrada. Mas quem compara o preço dessas lojas com “chip de R$ 10” está comparando linha nova com pedaço de plástico. A comparação honesta é: migração oficial R$ 0 contra migração por intermediário R$ 70 a R$ 220.

Se o seu objetivo é só trocar o chip físico que já existe pelo eSIM, o caminho oficial é gratuito e leva de 5 a 20 minutos. Se o objetivo é uma linha nova, aí a conta é outra e está em quanto custa um plano pré-pago.

Segunda via de chip: R$ 10 a R$ 40 e uma fila

Segunda via é o custo que ninguém coloca na planilha e todo mundo paga. Perdeu o celular, quebrou a bandeja, o chip parou de ser lido: lá vai você pedir outro.

Na prática, a segunda via de chip físico no Brasil custa entre R$ 10 e R$ 40, varia por operadora, por canal (app, loja, revenda) e por tipo de plano. Some o deslocamento e a espera. Em muitas lojas o atendimento tem fila de 40 minutos a duas horas num sábado.

Com eSIM, a segunda via é o mesmo processo de migração: você pede outro perfil pelo app e instala. Custo zero, tempo de 5 a 15 minutos, e você pode fazer isso de qualquer lugar com Wi-Fi — inclusive de outro país, o que importa muito mais do que parece. Quem já perdeu o celular em viagem sabe que a diferença entre resolver em 10 minutos e esperar a volta ao Brasil é a diferença entre voltar para casa de aplicativo e voltar sem mapa.

Há uma exceção que precisa ser dita: o eSIM não resolve roubo com o aparelho na mão do ladrão. Se o celular foi roubado desbloqueado, o eSIM está lá dentro, ativo, e a segunda via só funciona depois que você bloqueia o IMEI e a linha. Nesse caso o procedimento é o mesmo do chip: ligar para a operadora, pedir bloqueio, pedir nova ativação. A diferença é que a nova ativação é digital.

O custo escondido do eSIM é trocar de celular

Aqui está o único lugar onde o eSIM perde dinheiro de verdade, e ele quase nunca é mencionado nas comparações.

O perfil de eSIM não acompanha o backup. Você restaura fotos, contatos e aplicativos no aparelho novo, e o número continua no aparelho velho. Não existe “migrar tudo” que leve a linha junto por padrão.

Existem três caminhos, e os três custam tempo:

  1. Transferência direta entre aparelhos. iPhone com iPhone, ou Android compatível, com os dois aparelhos próximos e Bluetooth ligado. É o caminho mais rápido quando funciona. A Vivo oferece migração direta em aparelhos compatíveis; a TIM tem requisitos próprios, incluindo limite de transferências em intervalo curto.
  2. Novo QR Code pela operadora. Você pede uma nova ativação no app ou na loja e instala no aparelho novo. O QR antigo geralmente não serve mais.
  3. Loja física. Quando o plano ou o aparelho não entra nos fluxos digitais.

Quem troca de celular a cada 12 meses passa por isso uma vez por ano. Quem fica 3 anos com o mesmo aparelho passa uma vez a cada 3 anos. A vantagem do eSIM é proporcional a quanto tempo você fica com o celular na mão — e é por isso que a conta de 12 meses e a de 24 meses dão respostas diferentes.

Se você está no meio de uma troca de aparelho agora, o passo a passo com a ordem correta (e o que não apagar antes de testar) está em trocou de celular: como passar o eSIM.

Três viagens por ano: R$ 340 de diferença em roaming

É aqui que a diferença deixa de ser marginal. Considere alguém que viaja três vezes por ano, uma semana cada vez, e hoje resolve com o pacote de roaming diário da operadora:

Estratégia Custo por viagem de 7 dias 3 viagens/ano
Roaming diário da operadora R$ 20 a R$ 60 por dia → R$ 140 a R$ 420 R$ 420 a R$ 1.260
Chip local comprado no aeroporto R$ 150 a R$ 250 + fila e cadastro R$ 450 a R$ 750
eSIM de viagem 5 GB / 15 dias US$ 5 a US$ 8 → R$ 26 a R$ 42 R$ 78 a R$ 126

A diferença entre a pior e a melhor coluna é de mais de R$ 1.000 por ano. Mesmo comparando com o chip local — a alternativa “barata” tradicional — o eSIM ainda economiza porque elimina a fila do aeroporto e o cadastro com documento.

O ponto que costuma ser esquecido: o eSIM de viagem não substitui a sua linha brasileira. Ele é uma segunda linha, só de dados, que fica ao lado do seu número. Você continua recebendo SMS de banco no número antigo, com o roaming de dados desligado. Isso é o que faz o arranjo funcionar, e está detalhado em eSIM recebe SMS de banco e WhatsApp?.

Quem tem dois números paga duas contas, com ou sem chip

Um número pessoal e um profissional, ou um número brasileiro e um estrangeiro: quem carrega dois números paga duas linhas, e isso não muda com eSIM. A diferença fica no arranjo físico.

Com chip físico, dois números significam dois slots. Muitos aparelhos têm bandeja para dois chips, e aí funciona. Mas quando um dos números precisa ser estrangeiro, ou quando a bandeja já está ocupada, a solução vira malabarismo: tirar um chip para usar o outro, e perder acesso ao que ficou fora.

Com eSIM, o aparelho guarda até oito perfis e mantém dois ativos ao mesmo tempo — combinações possíveis: chip + eSIM, ou eSIM + eSIM nos modelos mais recentes. Você escolhe nas configurações qual linha faz chamadas, qual carrega dados e qual recebe SMS. A troca é por software, sem abrir a bandeja.

Isso tem um valor que não aparece na planilha: você para de escolher entre o número brasileiro e o número que resolve o problema do momento. Para quem trabalha com dois números, o ganho é de qualidade de vida, não de tarifa.

A configuração recomendada para quem viaja com dois números está em segundo número no celular com eSIM.

O cálculo de 24 meses, com números de outubro de 2026

A tabela abaixo usa um perfil comum: linha pré-paga de R$ 30 por mês, celular trocado a cada 2 anos, duas viagens ao exterior por ano.

Item Chip físico em 24 meses eSIM em 24 meses
Recargas (R$ 30 × 24) R$ 720 R$ 720
Migração R$ 0 R$ 0
Segunda via (1 troca de aparelho + 1 perda) R$ 30 a R$ 60 R$ 0
Roaming (4 viagens de 7 dias) R$ 560 a R$ 1.680 R$ 104 a R$ 168
Total R$ 1.310 a R$ 2.460 R$ 824 a R$ 888

A economia fica entre R$ 486 e R$ 1.572 em dois anos, e ela não vem de nenhuma promoção: vem de não pagar roaming diário e de não pagar segunda via.

Agora o mesmo cálculo para quem não viaja ao exterior e troca de celular todo ano:

Item Chip físico em 24 meses eSIM em 24 meses
Recargas (R$ 30 × 24) R$ 720 R$ 720
Segunda via (2 trocas de aparelho) R$ 20 a R$ 80 R$ 0
Roaming R$ 0 R$ 0
Custo de tempo (2 idas à loja × 1h) 2 horas 20 minutos
Total em dinheiro R$ 740 a R$ 800 R$ 720

Aqui a diferença é de R$ 20 a R$ 80 — dentro da margem de erro de qualquer orçamento. Quem não viaja e troca de celular com frequência não tem motivo financeiro para migrar. Tem motivo de conveniência, se a bandeja estiver ocupada, mas não de dinheiro.

Em 4 casos o chip ainda ganha

Dizer que o eSIM é sempre melhor seria vender, não informar. Existem quatro situações em que o chip físico continua sendo a escolha certa:

1. Aparelho sem suporte a eSIM. Parece óbvio, mas é a causa mais comum de frustração. Muitos celulares vendidos no Brasil entre 2020 e 2022 não têm eSIM, e há versões regionais do mesmo modelo que suportam e outras que não. Confira na lista de celulares compatíveis com eSIM antes de qualquer coisa.

2. Aparelho importado sem bandeja. iPhone comprado nos Estados Unidos a partir do 14 vem só com eSIM, sem slot físico. Nesse caso não existe escolha: é eSIM, e você depende de a operadora brasileira provisionar o seu modelo. Isso às vezes exige loja física e às vezes não funciona — vale checar antes de comprar o aparelho, não depois.

3. Quem precisa trocar de chip com frequência entre aparelhos. Se você usa o mesmo número em dois celulares alternando durante a semana, o chip físico ainda é mais rápido: tira de um, põe no outro. Com eSIM, cada troca é uma reativação, e algumas operadoras limitam quantas transferências você faz em pouco tempo.

4. Quem está em área de sinal ruim e já teve problema de provisionamento. O eSIM depende de download de perfil por internet. Se a sua região tem sinal fraco e você não tem Wi-Fi confiável, a ativação pode travar justamente quando você mais precisa. Com chip físico, o problema não existe: o chip já está lá.

Se você viaja para fora 2 vezes por ano, este é o arranjo

A configuração que resolve 90% dos casos no Brasil, e que cabe em qualquer celular com dois slots (um físico + um eSIM):

  • Linha brasileira no chip físico ou no eSIM principal, com dados móveis e roaming de dados desligados.
  • eSIM de viagem instalado antes de embarcar, com dados móveis ligados e roaming ligado.
  • SMS continua chegando na linha brasileira, que é o que mantém banco, WhatsApp e códigos de verificação funcionando.
  • Chamadas de voz saem pelo WhatsApp na maioria dos casos; ligação telefônica tradicional em roaming só se for inevitável.

O detalhe que faz diferença: desligar roaming de dados da linha brasileira, não a linha. Muita gente desliga o chip inteiro e depois descobre que não recebe mais o código do banco. A explicação completa está em eSIM, SMS de banco e códigos de verificação.

iPhone 14 comprado nos EUA não tem bandeja: o que muda

Aparelho importado é uma armadilha específica do mercado brasileiro e merece um parágrafo próprio.

A partir do iPhone 14, os modelos vendidos nos Estados Unidos não têm bandeja de chip. Quem compra lá e traz para o Brasil fica só com eSIM — o que funciona, mas depende de a operadora provisionar aquele modelo específico. Há relatos de aparelhos importados que simplesmente não recebem o perfil de determinada operadora, e a solução passa por loja física e, às vezes, por troca de aparelho.

Antes de comprar um celular importado para usar no Brasil, verifique três coisas: se o modelo aceita eSIM, se a operadora que você usa provisiona esse modelo, e se você tem plano B caso não funcione. O mesmo vale para aparelhos comprados em viagem na Europa ou na Ásia, que podem ter versões com uma bandeja apenas.

Quando o eSIM da operadora vale mais que o eSIM de viagem

São dois produtos com o mesmo nome e funções diferentes, e confundir os dois é a origem de metade das reclamações:

eSIM de operadora brasileira eSIM de viagem (internacional)
Tem número +55? Sim Não, é só dados
Recebe SMS de banco? Sim Não
Precisa de CPF? Sim, ou passaporte no canal de visitante Não
Serve para viajar ao exterior? Com pacote de roaming Sim, é a função dele
Custo Plano mensal US$ 5 a US$ 15 por viagem
Onde comprar App ou loja da operadora Online, antes de embarcar

Resumo prático: o eSIM da operadora é a sua identidade telefônica brasileira; o eSIM de viagem é internet no exterior. Quem troca um pelo outro fica sem os códigos de verificação. Quem usa os dois fica com o melhor dos dois.

As regras de CPF que separam os dois estão em eSIM precisa de CPF? O que a Anatel exige.

O que a Anatel exige e o que isso custa em tempo

Toda linha móvel brasileira é registrada. Isso não é regra de operadora, é lei: a Lei 10.703/2003 acabou com o pré-pago anônimo, e o cadastro exige nome, endereço e um documento de identificação ou CPF. Na prática, as operadoras pedem CPF, data de nascimento, CEP, foto do documento e uma selfie.

Para quem já tem CPF, isso é 10 minutos no app. Para quem não tem, o cadastro trava — e é aí que o tempo vai embora, porque o CPF não sai na operadora, sai na Receita Federal. O CPF é gratuito e pode ser emitido do exterior, mas não é instantâneo.

Esse é o custo real que não aparece em nenhuma comparação de chip contra eSIM: o eSIM não dispensa o CPF, porque o eSIM de operadora é uma linha brasileira como qualquer outra. O que dispensa CPF é o eSIM de viagem, que não é uma linha brasileira.

Detalhamento completo das regras está em eSIM precisa de CPF?.

Recarga, portabilidade e cancelamento: o que muda no eSIM

Três operações do dia a dia que as pessoas esquecem de checar antes de migrar:

Recarga. Igual. Você recarrega pelo app, pelo site, por Pix ou em qualquer ponto de recarga. O eSIM não muda nada no jeito de pagar — muda só o meio físico onde a linha mora. Quem recarrega por boleto ou por cartão continua igual.

Portabilidade. Funciona, e é o mesmo processo da portabilidade tradicional: você pede na operadora nova, ela emite um perfil digital em vez de um chip, e a linha antiga para de funcionar quando a nova entra. A pegadinha é o intervalo em que você fica com dois perfis parecidos no aparelho — e a chance de apagar o errado. O passo a passo está em portabilidade com eSIM.

Cancelamento. O eSIM não cria contrato novo nem fidelidade. Cancelar é o mesmo processo de sempre: pedir na operadora, quitar o que houver e apagar o perfil do aparelho. Apagar o perfil não cancela a linha — esse é o erro mais comum, e ele continua gerando cobrança.

O sinal não muda depois da migração, e o que explica a impressão

Uma das reclamações mais comuns de quem migra é que o sinal piorou. Na maioria dos casos, o sinal não mudou: o que mudou foi a configuração que veio junto com o perfil novo.

O eSIM usa o mesmo modem, as mesmas antenas e a mesma rede do chip. Ele não tem como oferecer cobertura pior. O que costuma acontecer é uma destas cinco coisas:

  • a linha nova não foi selecionada para dados, e o aparelho ficou sem internet em vez de com internet ruim
  • o APN não foi preenchido automaticamente, e os dados conectam mas não navegam
  • o VoLTE ou o 5G ficaram desligados no perfil novo
  • o chip antigo estava com defeito e você só percebeu a diferença porque trocou
  • a impressão vem do momento, não do formato: quem migra costuma testar o sinal em lugares diferentes dos de sempre

O teste que separa percepção de problema real: reinicie o aparelho, confira a linha selecionada para dados, verifique o APN nas configurações de rede e ligue para alguém. Se a chamada completa e os dados navegam, o sinal está igual ao de antes.

A primeira fatura depois da migração costuma vir diferente

A migração não muda o plano, mas muda a data em que o sistema fecha a conta daquele ciclo. Isso produz uma fatura com valor diferente, e a diferença assusta.

O que costuma aparecer:

O que você vê Por que acontece
Valor menor que o normal cobrança proporcional aos dias do ciclo em que a linha ficou no formato novo
Duas cobranças no mesmo mês fechamento do ciclo antigo e início do novo em datas próximas
Valor igual, com item novo taxa de emissão, quando houver, aparece destacada
Nenhuma mudança o mais comum em plano pós-pago com ciclo já fechado

Duas coisas valem saber para não pagar duas vezes pelo mesmo serviço. A primeira: no pré-pago, o crédito não se perde na migração, porque a linha é a mesma; ele só se perde se você cancelar a linha e abrir outra. A segunda: se aparecer cobrança de “emissão de eSIM”, confira se ela é da operadora ou de um intermediário — a migração pelos canais oficiais é gratuita nas três.

Fidelidade ativa não impede migrar para eSIM

Existe um medo comum e infundado: o de que migrar para eSIM quebre a fidelidade e gere multa. Não quebra.

Fidelidade está ligada ao contrato e ao plano, não ao formato do chip. Migrar de chip para eSIM é uma troca de suporte dentro da mesma linha, na mesma operadora, e não encerra contrato nenhum. A multa aparece quando você cancela ou porta para outra operadora antes do prazo — e isso é outro assunto, tratado no guia de portabilidade.

O que a fidelidade pode afetar é o preço da segunda via, em alguns planos, e a existência de promoções condicionadas à permanência. Vale perguntar no atendimento, mas a resposta costuma ser que a migração não altera nada no contrato.

O que fazer nesta semana, em ordem

Se depois de tudo isso você decidiu migrar, a ordem importa mais do que a pressa. Faça assim:

  1. Confira o suporte do aparelho. Configurações, procure por “Adicionar eSIM” ou “Adicionar celular”. Se não existir, pare aqui.
  2. Atualize o sistema. Vários fluxos de ativação falham em versões antigas de iOS e Android.
  3. Tenha Wi-Fi. A ativação do eSIM praticamente sempre exige uma rede Wi-Fi estável.
  4. Migre pelo canal oficial da sua operadora, não por revendedor. Custo zero, e o suporte é o mesmo.
  5. Teste antes de apagar o chip. Ligue, receba uma ligação, mande um SMS, use dados com o Wi-Fi desligado.
  6. Confirme os códigos de verificação. Abra o app do banco e peça um código. Se chegar, a linha está saudável.
  7. Só então remova o chip físico. E guarde-o por uma semana, por precaução.
  8. Se você viaja, instale o eSIM de viagem na véspera, ainda em casa, com Wi-Fi.

O passo a passo por operadora, com os menus exatos, está no guia de conversão do chip em eSIM. Se o seu caso é preço de plano e não formato de chip, o comparativo está em eSIM pré-pago: como funciona e quanto custa.

Perguntas Frequentes: chip físico e eSIM no Brasil

Trocar o chip pelo eSIM muda o meu número?

Não. O número é da linha, não do chip. A migração troca apenas onde a linha mora — de plástico para software. Quem tem portabilidade marcada no número continua com a portabilidade marcada.

Preciso pagar alguma coisa para migrar na Vivo, na TIM ou na Claro?

A migração é gratuita nos canais oficiais das três. O que existe é cobrança de intermediário: lojas que vendem “eSIM com QR Code” por R$ 70 a R$ 220 e cobram pela conveniência, não pela taxa da operadora.

O eSIM funciona em celular comprado antes de 2020?

Depende do modelo, não do ano. Existem aparelhos de 2019 com eSIM e aparelhos de 2022 sem. A verificação leva 20 segundos e está na lista de modelos com suporte.

Se eu perder o celular, perco o número?

Não, mas perde tempo se não fizer o bloqueio. O procedimento é bloquear o IMEI e a linha, pedir uma nova ativação e instalar no aparelho novo. Com eSIM, a nova ativação é digital e pode ser feita de qualquer lugar com Wi-Fi.

Vale a pena migrar só para não pagar roaming?

Se você viaja ao menos duas vezes por ano, sim — a economia de roaming sozinha paga qualquer inconveniente. Se você não viaja, o ganho é de conveniência, não de dinheiro, e a conta de 24 meses mostra isso com clareza.

O eSIM gasta mais bateria?

A diferença é pequena e difícil de medir no uso normal. O consumo maior aparece em aparelho com duas linhas ativas em área de sinal fraco, porque o modem trabalha mais para manter as duas registradas — e isso vale para dois chips físicos também.

Dá para voltar do eSIM para o chip físico depois?

Dá. O caminho é o inverso: pedir a reemissão de um chip físico na operadora e reativar a linha nele. Algumas operadoras cobram a segunda via nesse retorno, outras não. Confirme antes, porque esse valor varia por plano e por canal.

Migrei e o celular ficou sem internet. O que aconteceu?

Na maioria dos casos, a linha nova não foi selecionada para dados ou o APN não foi preenchido automaticamente. Confira a linha usada para dados móveis, verifique o APN nas configurações de rede e reinicie o aparelho. Se a chamada completa e os dados não navegam, o problema é configuração, não cobertura.

A migração me obriga a trocar de número?

Não. A linha é a mesma, o número é o mesmo e a portabilidade marcada no número continua igual. A mudança está no suporte onde a linha mora. Só existe troca de número quando você cancela a linha e abre outra, o que é uma decisão diferente e mais cara.

Fontes

Os preços citados foram conferidos em outubro de 2026 em canais oficiais das operadoras e em lojas de revenda, e mudam com frequência. Nenhum valor aqui é garantia de oferta: confirme no app ou na loja antes de contratar.

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