Portabilidade numérica com eSIM: onde o processo costuma cair

Roami Team
1. November 2026
21 min de leitura
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A Roami oferece planos de eSIM confiáveis, atendendo mais de 1 milhão de viajantes por ano, e suporta troca automática de rede local para ajudar os viajantes a ficarem conectados no mundo todo.

Portabilidade com eSIM: o SMS do 7678 decide a troca

A portabilidade no Brasil é gratuita, tem prazo definido e é conduzida pela operadora para a qual você está indo. No papel, é um processo simples. Na prática, ele cai por um motivo específico e pouco divulgado: a confirmação chega por SMS na linha antiga, e você tem 24 horas para responder.

Quem troca de operadora e aproveita para migrar a linha para eSIM costuma fazer as duas coisas ao mesmo tempo — e é aí que o processo quebra. O perfil da operadora antiga é removido antes da confirmação, o SMS da Anatel não tem onde chegar, e a portabilidade é cancelada sem aviso claro. Dias depois, a pessoa descobre que continua na operadora antiga.

Este texto cobre o processo real, com os prazos que a Anatel define, a ordem correta quando o eSIM entra na história, o risco dos dois perfis com o mesmo número durante a janela de troca e o que fazer quando o pedido não conclui.

A portabilidade é gratuita; a multa do contrato não é

A primeira confusão é de vocabulário, e ela custa dinheiro. Portabilidade e cancelamento são coisas diferentes.

Portabilidade é o direito de levar o número para outra operadora. É gratuita, é regulada pela Anatel e não pode ser dificultada pela operadora de origem. A operadora de destino é quem conduz o processo inteiro.

Cancelamento é o encerramento do contrato com a operadora antiga. Aqui pode haver multa, se você estiver dentro do período de fidelidade.

Na prática, as duas coisas acontecem juntas quando você porta: a linha sai da operadora antiga, e o contrato dela se encerra. Por isso, quem está com fidelidade ativa precisa fazer a conta antes — a multa proporcional ao tempo restante pode comer a economia de dois ou três meses de plano novo.

O que a portabilidade garante, e vale saber para não aceitar menos:

  • o número continua o mesmo, com o mesmo DDD
  • só a linha é portada; serviços adicionais da operadora antiga são encerrados
  • o prazo de conclusão é de até 3 dias úteis
  • a interrupção do serviço durante a troca tem limite regulatório

O que ela não garante: que você vai manter o mesmo plano, o mesmo aparelho ou os serviços agregados. Isso é negociado com a operadora nova.

O SMS do 7678 é o passo que mais mata portabilidade

Aqui está o detalhe que resolve a maioria dos casos. A Anatel exige uma dupla validação: além de pedir a portabilidade, o titular precisa confirmar que realmente quer aquilo.

Essa confirmação chega por SMS, enviado pelo número 7678, para a linha de origem — a que você está deixando. A resposta é a palavra SIM, e o prazo para responder é curto: 24 horas.

Três consequências práticas, todas frequentes:

Se você não responder, o pedido é cancelado. Não fica pendente, não espera. Simplesmente não acontece, e a operadora nova costuma avisar por SMS — que também vai para a linha antiga.

Se a linha de origem estiver desativada, o SMS não chega. Vale a mesma lógica do resto do eSIM: SMS não é dado, ele precisa da linha registrada na rede para ser entregue.

Se você já apagou o perfil da operadora antiga, perdeu o canal. Este é o erro específico de quem migra para eSIM no meio do processo, e é o que mais aparece nos relatos.

A recomendação é simples e não tem exceção: mantenha a linha de origem funcionando até a portabilidade concluir. Não apague o perfil, não desative a linha, não remova o chip. A confirmação depende dela.

Pedido no destino, confirmação na origem: por que a ordem importa

O processo tem duas pontas e elas não são simétricas, o que gera confusão sobre onde fazer o quê.

O pedido é feito na operadora de destino. Você contrata o plano novo e solicita a portabilidade ali. É a operadora nova que registra o pedido, acompanha e conclui. A operadora antiga não recebe pedido de portabilidade de cliente; ela só é notificada.

A confirmação acontece na linha de origem. O SMS do 7678 vai para o número que está sendo portado, ou seja, para o chip ou perfil da operadora antiga, que ainda está no seu aparelho.

Os dados exigidos são os do titular. Mesmo titular, mesmo CPF, mesmo DDD. Portabilidade não transfere titularidade, e tentar as duas coisas ao mesmo tempo costuma travar o processo.

A ordem que funciona, para quem vai trocar de operadora e de formato ao mesmo tempo:

  1. Contrate o plano na operadora nova e peça a portabilidade.
  2. Mantenha a linha antiga ativa e no aparelho, aguardando o SMS do 7678.
  3. Responda SIM dentro das 24 horas.
  4. Aguarde a conclusão, que leva até 3 dias úteis.
  5. Só depois de o número estar funcionando na operadora nova, remova o perfil antigo.

O passo 2 é o que separa um processo tranquilo de uma semana de problema.

Os 3 dias úteis e a janela de 2 horas sem serviço

A Anatel define prazo e limite de interrupção, e conhecer os dois evita susto.

O prazo de conclusão é de até 3 dias úteis a partir do pedido confirmado. Não é promessa comercial da operadora; é regra. Você pode acompanhar pelo protocolo e, se o prazo estourar, reclamar na Anatel.

A interrupção do serviço durante a migração tem limite regulatório de cerca de 2 horas. Isso significa que, no dia marcado, o número pode ficar sem funcionar por um período curto enquanto a rede redireciona as chamadas para a nova operadora.

O que isso significa na prática para quem usa eSIM:

  • o perfil novo pode ser instalado antes da conclusão, e ficar sem serviço até a virada
  • durante a janela, você pode ter dois perfis instalados e apenas um funcionando
  • chamadas recebidas nos primeiros minutos após a virada podem cair
  • SMS enviados durante a janela podem atrasar

Quem depende do número para trabalhar deve marcar a portabilidade para um dia e horário de pouco movimento. A operadora de destino costuma permitir agendar a data, e vale usar isso a seu favor.

O que a Anatel exige para o número poder ser portado

Os requisitos são objetivos, e a maior parte das recusas de pedido vem de um deles.

Requisito O que significa Como conferir
Linha ativa na origem sem suspensão, sem bloqueio, sem cancelamento ligue para o número de outro aparelho
Mesmo titular o CPF do pedido é o mesmo do cadastro atual confira no aplicativo da operadora atual
Mesmo DDD portabilidade não muda o código de área o número precisa ser da mesma região
Mesmo tipo de serviço móvel para móvel fixo tem processo próprio
Sem pendência que bloqueie linha em situação regular verifique faturas em aberto

O item do DDD engana muita gente. Quem se muda de cidade e quer manter o número consegue, porque o DDD vai junto — mas o número passa a ser de outra região, e isso tem consequências: ligações de fixo local para o seu celular passam a ser interurbanas, e serviços que checam DDD podem estranhar.

O item do titular é o que trava processos em família. Linha no CPF do pai, portabilidade pedida pelo filho, não avança. Transferência de titularidade é outro processo, e fazer as duas coisas na mesma semana quase sempre dá errado.

A cobertura da operadora nova é o risco que o processo não cobre

A portabilidade transfere o número, não a antena. Isso parece óbvio e é a fonte do arrependimento mais comum: a pessoa troca por causa do preço, o processo corre bem, e três semanas depois descobre que o sinal dentro de casa piorou.

As três operadoras têm cobertura bastante desigual no Brasil, e a diferença aparece menos nas capitais e mais nos bairros, na região metropolitana, no interior e dentro de prédios. Um plano mais barato com sinal ruim custa mais caro do que parece, porque o trabalho, a chamada e o código do banco param de funcionar.

O teste que resolve, e que quase ninguém faz:

  1. Compre um chip pré-pago da operadora de destino, antes de pedir a portabilidade. Custa pouco e é o único teste honesto.
  2. Use esse chip por alguns dias nos lugares onde você realmente fica: casa, trabalho, trajeto, academia, casa de parentes.
  3. Teste dentro de casa e no subsolo, que é onde a cobertura costuma falhar.
  4. Só depois abra o pedido de portabilidade.

Existe um detalhe de aparelho que engana o teste: modelos importados podem não ter todas as faixas de frequência usadas pelas operadoras brasileiras. Nesse caso, a cobertura parece pior do que é, e o problema não é a operadora. A conferência de compatibilidade está em aparelhos compatíveis com eSIM.

Portou o número e o WhatsApp continuou igual

Uma boa notícia em meio a tanta armadilha: a portabilidade não mexe no WhatsApp.

O aplicativo se vincula ao número, não à operadora. Como o número continua sendo o mesmo, a conta continua funcionando sem nenhuma ação. Conversas, grupos, histórico e backup ficam onde estão.

O que pode exigir atenção:

  • reinstalação do aplicativo: a validação vai para o número portado, e funciona normalmente, desde que a linha esteja ativa
  • janela de portabilidade: se você reinstalar o aplicativo justamente nas horas de interrupção, o código pode não chegar e você repete o processo depois
  • WhatsApp Business: segue a mesma regra, com validação própria no número cadastrado nele
  • notificação de “número alterado”: alguns contatos veem aviso de segurança, o que é normal em qualquer troca de operadora

O erro que estraga essa parte é reinstalar aplicativos durante a janela de portabilidade. Se a validação falhar nesse intervalo, a pessoa conclui que perdeu a conta, quando só pegou o momento errado.

A operadora antiga vai ligar oferecendo desconto

Prepare-se: depois do pedido, é comum a operadora de origem entrar em contato com uma contraproposta. Isso é retenção, é legítimo e pode ser vantajoso.

O que vale saber antes de aceitar:

  • a oferta costuma vir com fidelidade, e fidelidade nova significa multa nova se você mudar de ideia depois
  • o desconto costuma ter prazo, geralmente alguns meses, e depois volta ao valor de tabela
  • aceitar a oferta não cancela automaticamente o pedido; você precisa cancelar a portabilidade no canal onde pediu
  • você tem a janela dos primeiros dias úteis para cancelar sem custo

A pergunta que separa oferta boa de oferta de retenção: o valor promocional vale por quanto tempo, e existe fidelidade? Se a resposta for vaga, a oferta é pior do que parece.

Uma observação prática: a contraproposta costuma chegar quando você já decidiu sair, e é exatamente por isso que ela aparece. Comparar com calma, com os números na mão, é diferente de decidir no telefone.

Três horas que derrubaram uma portabilidade

Um roteiro montado com as peças deste texto, na sequência em que costumam acontecer.

Sexta, 14h. A pessoa pede a portabilidade para a operadora nova, escolhe receber o eSIM e instala o perfil na hora. Para “deixar o aparelho limpo”, remove o perfil da operadora antiga logo em seguida.

Sexta, 14h20. O SMS do 7678 chega — no perfil que acabou de ser removido. Não há para onde entregar. A operadora nova já avisou que o pedido estava registrado, e a pessoa acredita que está tudo certo.

Sexta, 17h. O perfil novo continua sem serviço, o que é esperado até a virada. A pessoa liga para o suporte e descobre que a portabilidade foi cancelada por falta de confirmação.

Sexta, 17h30. Para refazer, precisa do número funcionando na operadora antiga. Pede nova ativação, que pode ter custo dependendo de quantas vias já pediu no período, e ouve que a emissão sai em até um dia útil.

Segunda. Com a linha antiga de volta, refaz o pedido. Desta vez, mantém os dois perfis instalados, responde o SMS em dois minutos, e a portabilidade conclui na quarta.

O prejuízo não foi o valor da nova via: foi o fim de semana sem número, com banco bloqueado e sem conseguir receber código nenhum. Três horas entre o pedido e o erro, e cinco dias para voltar ao ponto de partida.

A lição é uma linha: enquanto o SMS do 7678 não for respondido, o perfil antigo é infraestrutura, não lixo.

Quando o eSIM entra: antes, durante ou depois do pedido

Existem três momentos possíveis para o eSIM aparecer, e eles não são equivalentes em risco.

Antes do pedido. Você já está em eSIM na operadora antiga e vai portar para uma nova. É o cenário mais delicado, porque a confirmação do 7678 chega no perfil antigo. Funciona bem desde que o perfil continue instalado e ativo até a conclusão.

Durante o pedido. Você pede a portabilidade e já recebe o eSIM da operadora nova, que fica instalado e sem serviço até a virada. É o cenário mais comum hoje, e o risco está em apagar o perfil antigo cedo demais.

Depois da conclusão. Você porta usando um chip físico e, semanas depois, migra a linha para eSIM na operadora nova. É o cenário mais seguro, e o mais lento.

A recomendação depende do seu perfil de risco. Se você depende do número para trabalho, banco e família, o caminho seguro é portar primeiro com o suporte que já funciona e migrar para eSIM depois. Se a pressa é legítima, o caminho do meio — eSIM novo instalado, perfil antigo mantido até a virada — funciona, desde que ninguém apague nada no meio.

Dois perfis com o mesmo número: qual apagar e quando

Durante a janela de portabilidade, o aparelho pode ter dois perfis instalados que, por algumas horas, apontam para o mesmo número. É uma situação transitória e é onde acontece o erro mais caro.

O que acontece no aparelho:

  • o perfil da operadora antiga continua funcionando até a virada
  • o perfil da operadora nova fica instalado, geralmente sem serviço
  • depois da virada, o antigo perde o registro e o novo passa a funcionar

A regra de ouro: não apague nenhum dos dois antes de saber qual está funcionando. A forma de saber é ligar para o próprio número de outro aparelho e ver qual perfil toca, ou verificar em qual linha chegam as chamadas.

Depois da conclusão, o perfil antigo fica inútil. Ele não volta a funcionar, não recebe SMS e não serve de reserva. Manter instalado só ocupa espaço no aparelho e pode confundir a preferência de linha — o que produz aquele sintoma de código que chega mas não aparece no aplicativo certo.

A sequência correta no aparelho:

  1. confirme o número funcionando no perfil novo
  2. confirme que chamadas e SMS entram por ele
  3. ajuste a preferência de dados, voz e SMS para o perfil novo
  4. remova o perfil antigo
  5. reinicie o aparelho e confirme que tudo continua funcionando

O passo 5 parece exagero e não é: algumas configurações de rede só se firmam depois de um reinício, e é comum a preferência de dados voltar para a linha errada em aparelhos Android.

Portou e o perfil antigo ficou: o que fazer com ele

Se você já concluiu a portabilidade e o perfil da operadora antiga continua instalado, o procedimento é curto.

Primeiro, confirme que ele está realmente morto: tente ligar dele ou verificar o estado da linha nas configurações. Perfil de operadora que perdeu o número geralmente aparece como sem serviço, mesmo em área com cobertura.

Depois, remova pelas configurações do aparelho, tocando na linha e escolhendo remover o plano. Não adianta apenas desativar: a linha desativada continua ocupando o espaço e pode voltar a ser selecionada como preferência em alguma atualização.

Por último, confira se a operadora antiga não deixou cobrança em aberto. Portabilidade encerra a linha, mas faturas pendentes continuam existindo, e elas podem aparecer no seu CPF semanas depois. Uma consulta ao aplicativo da operadora antiga, antes de desinstalar tudo, resolve a dúvida.

Se você apagou a linha de origem antes de confirmar

O cenário é ruim, mas tem saída. A portabilidade não foi concluída porque a confirmação não aconteceu, então você continua na operadora antiga — com a linha ativa, e sem o perfil instalado.

O caminho de recuperação:

  1. Reative a linha na operadora antiga, pedindo nova ativação em eSIM ou emitindo um chip novo. Você precisa do número funcionando para receber o próximo SMS.
  2. Refaça o pedido de portabilidade com a operadora de destino, porque o anterior foi cancelado.
  3. Desta vez, mantenha a linha antiga ativa até responder o SMS do 7678.

Vale saber que a nova ativação na operadora antiga pode ter custo, dependendo de quantas vias você já pediu no período. É o preço de apagar cedo demais, e é o motivo pelo qual a ordem importa tanto.

Há um caso pior: a linha de origem era pré-pago e ficou tempo suficiente sem uso para ser suspensa ou cancelada. Nesse caso, o número pode não voltar, e a portabilidade deixa de ser possível — porque não existe linha para portar.

Portabilidade com pré-pago: o caminho é diferente

No pré-pago, o processo tem etapas próprias, e a confirmação por SMS continua sendo o ponto crítico.

A lógica geral é a mesma: você adquire o produto da operadora nova e pede a portabilidade. O canal e a sequência, porém, mudam. Em alguns fluxos, você compra o chip novo, ativa um número temporário e só depois o número antigo substitui o temporário, na data agendada.

Cuidados específicos do pré-pago:

  • crédito não é transferido entre operadoras; o saldo da antiga se perde
  • a linha de origem precisa estar ativa e com crédito válido na data da virada
  • recarregue antes, não depois, porque a suspensão por falta de crédito derruba o pedido
  • o número temporário existe por algumas horas e desaparece na conclusão

Este último ponto confunde: durante a transição, o aparelho pode mostrar um número que não é o seu. Não é erro. É o número provisório da operadora nova, que será substituído pelo portado na virada.

Fidelidade, multa e o que a operadora pode cobrar

A portabilidade é gratuita, mas sair de um contrato com fidelidade pode custar. Vale separar as duas coisas na cabeça, porque a confusão leva a decisões ruins.

O que a operadora antiga pode cobrar:

  • multa proporcional ao período de fidelidade não cumprido, quando houver contrato com essa cláusula
  • faturas em aberto e serviços já prestados
  • eventuais valores de aparelho subsidiado, quando o plano incluía essa compra

O que ela não pode cobrar:

  • taxa de portabilidade
  • qualquer valor para liberar a linha
  • dificultar o processo por ter pedido em aberto

Sobre o bloqueio por dívida, a situação é mais sutil do que parece. A portabilidade exige a linha em situação regular, e linha bloqueada por falta de pagamento pode impedir o pedido. Ou seja: uma fatura atrasada pode travar o processo não por vingança da operadora, mas porque a linha não está ativa.

Se você está com fidelidade e quer trocar, a conta a fazer é a multa contra a economia mensal do plano novo, multiplicada pelos meses de contrato. Em planos de valor parecido, raramente compensa. Em planos com diferença grande, pode compensar no terceiro mês.

Vivo para TIM, TIM para Claro: o que muda no eSIM de cada uma

O processo é regulado e igual para todas, mas o caminho operacional varia. As diferenças estão no lugar do pedido, na entrega do perfil e na confirmação.

Situação Onde pedir Como o perfil chega Atenção
Saindo da Vivo loja, site ou aplicativo da nova operadora QR Code ou instalação pelo app da nova confirme o SMS do 7678 no perfil Vivo antes de removê-lo
Saindo da TIM loja, site ou aplicativo da nova operadora QR Code ou instalação pelo app da nova linha TIM precisa estar ativa e sem bloqueio
Saindo da Claro loja, site ou aplicativo da nova operadora QR Code ou instalação pelo app da nova confira faturas em aberto antes do pedido

O padrão que se repete: a confirmação sempre chega na linha de origem, e é ali que o processo morre quando alguém apaga o perfil cedo. O procedimento de cada operadora para migrar a linha para eSIM está em eSIM da Vivo, eSIM da TIM e eSIM da Claro — útil para quem vai fazer o caminho seguro, portando primeiro e migrando depois.

Portou e o banco bloqueou: o SMS que não chega no meio da janela

Este é o efeito colateral que ninguém antecipa. Durante a janela de portabilidade, o número fica instável por algumas horas, e é justamente quando o banco pode decidir pedir confirmação.

O roteiro mais comum:

  • o aplicativo do banco detecta um “novo dispositivo” ou uma “nova operadora” e pede validação
  • o código é enviado por SMS e não chega, porque a linha está na janela de virada
  • a compra é recusada, e a pessoa tenta de novo, o que piora o bloqueio

A prevenção é simples: não marque portabilidade para o dia de uma compra importante, de uma viagem ou de um pagamento com prazo. Se possível, faça a portabilidade em um dia de rotina, com acesso a Wi-Fi e ao aplicativo do banco.

Se o bloqueio já aconteceu, o caminho mais rápido costuma ser o chat dentro do aplicativo do banco, que funciona sem SMS quando a sessão está ativa. O que fazer quando o código não chega está detalhado em eSIM recebe SMS de banco? Depende da linha ativa, incluindo o recurso de chamadas por Wi-Fi, que resolve quando não há sinal de celular.

Cancelar o pedido: os 2 dias úteis que ninguém usa

Existe um direito pouco divulgado: o pedido de portabilidade pode ser cancelado nos primeiros dias úteis após a solicitação, sem custo. É útil para quem mudou de ideia, para quem percebeu que a nova operadora não cobre bem a região, ou para quem recebeu uma contraproposta da operadora atual.

O cancelamento é feito pelo mesmo canal onde o pedido foi aberto, e vale guardar o protocolo dos dois — do pedido e do cancelamento. Sem protocolo, a conversa vira “não consta no sistema”.

Depois da conclusão, não existe cancelamento: o caminho de volta é uma nova portabilidade, com todo o processo de novo. Por isso, a decisão de cancelar tem prazo, e ele é curto.

Quanto tempo leva, na prática

Os prazos regulatórios são o teto, não a média. A tabela abaixo separa uma coisa da outra.

Etapa Prazo regulatório O que costuma acontecer
Confirmação por SMS do 7678 24 horas para responder chega em minutos, às vezes em horas
Conclusão após confirmação até 3 dias úteis 1 a 2 dias úteis na maioria dos casos
Interrupção do serviço limite de cerca de 2 horas minutos, em geral
Portabilidade agendada data escolhida pelo cliente respeitada com frequência, mas pode atrasar
Segunda portabilidade em pouco tempo sujeita a regras da Anatel confirme o intervalo vigente antes de pedir

A última linha merece atenção: portar repetidamente em curto intervalo pode ser recusado. Se você acabou de portar e quer voltar, confirme o intervalo permitido no momento do pedido, porque essa regra muda e não vale chutar.

O que conferir no aparelho depois da conclusão

A portabilidade concluída não é o fim. Cinco conferências evitam a maior parte dos problemas seguintes.

  1. Ligue para o próprio número de outro aparelho e confirme que toca no aparelho certo.
  2. Envie e receba um SMS por cada linha instalada, para saber qual está ativa.
  3. Teste os dados móveis com o perfil novo, em área de cobertura conhecida.
  4. Confira a preferência de linha para dados, voz e SMS.
  5. Remova o perfil antigo e reinicie o aparelho.

O passo 2 é o que quase ninguém faz e o que revela a configuração errada antes que ela vire problema. Um aparelho com dois perfis instalados pode receber SMS na linha que você não espera, e o sintoma aparece só quando um código importante não chega.

Portabilidade de linha de empresa: o CNPJ muda tudo

Linha corporativa não segue o caminho da linha pessoal, e insistir no caminho errado só consome tempo.

Quando o contrato está no CNPJ, a titularidade é da empresa, e a portabilidade exige autorização do responsável pelo contrato. O funcionário não pode portar a linha por conta própria, mesmo sendo o usuário, porque não é o titular.

Costuma-se exigir:

  • autorização formal do responsável, em papel timbrado ou pelo canal corporativo
  • documento do representante legal
  • dados da empresa compatíveis com o cadastro
  • confirmação por SMS no número corporativo, que pode estar em um aparelho compartilhado

O último item é uma armadilha. Se o SMS do 7678 chega em um aparelho que está com outra pessoa, ou que foi devolvido no desligamento, a confirmação não acontece. Em ambiente corporativo, vale avisar o responsável de TI antes de qualquer pedido.

Perguntas Frequentes: portabilidade e prazos

Preciso pagar para fazer portabilidade?

Não. A portabilidade é gratuita, e a operadora de origem não pode cobrar nem dificultar o processo. O que pode haver é multa de fidelidade do contrato antigo, que é outra coisa: ela se refere ao contrato encerrado, não à transferência do número.

Posso portar a linha e migrar para eSIM ao mesmo tempo?

Pode, mas é o caminho de maior risco. A confirmação da Anatel chega por SMS na linha de origem, e você tem 24 horas para responder SIM. Se o perfil antigo for removido antes disso, o pedido é cancelado. Se a pressa não é essencial, porte primeiro e migre para eSIM depois.

O que é o SMS do 7678?

É a dupla validação da Anatel. Depois de pedir a portabilidade, você recebe uma mensagem enviada pelo número 7678 na linha que está sendo portada, pedindo confirmação. A resposta é a palavra SIM, e o prazo é de 24 horas. Sem essa resposta, a portabilidade não acontece.

Quanto tempo fico sem serviço durante a troca?

O limite regulatório é de cerca de 2 horas de interrupção. Na prática, costuma ser bem menos. A conclusão do processo inteiro tem prazo de até 3 dias úteis a partir da confirmação.

Posso cancelar a portabilidade depois de pedir?

Pode, nos primeiros dias úteis após a solicitação, sem custo, pelo mesmo canal onde o pedido foi feito. Depois da conclusão não existe cancelamento: o caminho de volta é uma nova portabilidade, com o processo inteiro de novo.

Perdi o número por não responder o SMS. Tem como recuperar?

Tem, se a linha ainda existe. Sem a confirmação, você continua na operadora antiga — o pedido é cancelado, não a linha. O caminho é garantir que a linha esteja ativa, com o perfil ou chip instalado, e refazer o pedido de portabilidade. Se a linha foi cancelada por falta de uso, o número pode não voltar.

Fontes

Prazos, regras de intervalo entre portabilidades e condições comerciais mudam com frequência. Confirme no site da Anatel e no canal da operadora de destino antes de abrir o pedido, e guarde todos os protocolos.

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